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. Como avaliar processos quirêmicos, semânticos e ortográficos na competência de leitura de surdos do ensino fundamental controlando o efeito de carreamento via TNF2.1-escolha

(Marcia Cristina Portella Rocha Bidá)




Marcia Cristina Portella Rocha Bidá. Como avaliar processos quirêmicos, semânticos e ortográficos na competência de leitura de surdos do ensino fundamental controlando o efeito de carreamento via TNF2.1-escolha.. 01/06/2005
1v. 212p. Mestrado. UNIVERSIDADE DE SÃO PAULO - PSICOLOGIA (PSICOLOGIA EXPERIMENTAL)
Orientador(es): Fernando Cesar Capovilla
Biblioteca Depositaria: Bilbioteca do Instituto de Psicologia da USP

Email do autor:




Palavras - chave:
comunicação verbal, surdez, desenvolvimento de linguagem,


Área(s) do conhecimento:
PSICOLOGIA EXPERIMENTAL


Banca examinadora:
Alessandra Gotuzo Seabra Capovilla

Elizeu Coutinho de Macedo

Fernando Cesar Capovilla


Linha(s) de pesquisa:
Processos cognitivos, afetivos e sociais no ser humano Percepção. Estudos da Experiência Intersubjetiva. Interação verbal e construção de conhecimento. Neuropsicolinguística cognitiva experimental. Processos envolvidos no desenvolvimento da linguagem e seus distúrbios.


Agência(s) financiadora(s) do discente ou autor tese/dissertação:
CNPq


Idioma(s):
Português


Dependência administrativa
Estadual


Resumo tese/dissertação:
O Teste de Nomeação de Figuras por Escolha versão 2.1 (TNF2.1-escolha) é parte de uma bateria de onze testes originais para avaliar o desenvolvimento da linguagem de sinais e das competências de leitura e escrita. Elaborada especialmente para a população escolar surda brasileira, tal bateria vem sendo validada e normatizada com uma amostra de 1.158 alunos surdos. O Teste de nomeação de Figuras por Escolha avalia o desenvolvimento da habilidade de nomear figuras por meio da escolha de palavras escritas, e analisa o envolvimento de processos quirêmicos, ortográficos e semânticos nessa nomeação. É implementado em duas versões originais (i.e., TNF1.1-Escolha e TNF2.1-Escolha) para reduzir contaminação de efeito de aprendizagem de teste em avaliações repetidas. Cada versão contém 36 itens, cada qual com uma figura modelo ladeada por quatro palavras escritas alternativas de escolha. Essas quatro alternativas consistem em uma palavra alvo que corresponde à figura modelo, e três distraidoras que induzem erros de leitura (paralexias) capazes de revelar os processos empregados na leitura e o estágio de desenvolvimento do examinando. A distraidora quirêmica é aquela cujo sinal subjacente assemelha-se ao sinal que subjaz à figura modelo a ser nomeada, sendo que tal semelhança pode induzir paralexia quirêmica. A ortográfica é aquela cuja forma ortográfica assemelha-se à da palavra alvo, sendo que tal semelhança pode induzir paralexia ortográfica. A semântica é aquela (continua) Resumo (continuação)cujo significado tem alguma relação com o significado da figura modelo a ser nomeada, embora não corresponda precisamente a ele. A tarefa consiste em escolher a palavra alvo, descartando as distraidoras. Esta dissertação apresenta o primeiro estudo de normatização e validação do TNF2.1-Escolha. Fornece tabelas de dados normativos do TNF2.1-Escolha, e dados de sua validade por comparação com outros dez testes normatizados e validados para avaliação do desenvolvimento de linguagem de sinais, leitura e escrita em surdos. No estudo, o TNF2.1-Escolha foi aplicado a 313 escolares surdos de 6 a 34 anos de idade, estudantes da 1ª. série do Ensino Fundamental até a 1ª série do Ensino Médio, provenientes de quatro escolas, sendo duas Escolas Municipais de Educação Especial (i.e., Emee) de São Paulo e duas escolas filantrópicas do interior do estado de São Paulo. A amostra era composta, em sua maioria, de sinalizadores com surdez profunda pré-lingual e perilingual. Os 313 alunos realizaram as versões originais dos seguintes testes: Teste de Vocabulário Receptivo de Sinais da Libras (TVRSLI.1), Teste de Competência de Leitura de Palavras (TCLP1.1), Teste de Competência de Leitura de Sentenças (TCLS1.1), Teste de Nomeação de Figuras por Escolha (versões 1.1 e 2.1), Teste de Nomeação de Figuras por Escrita (versões 1.1 e 2.1), Teste de Nomeação de Sinais por Escolha (versões 1.1 e 2.1) e Teste de Nomeação de Sinais por Escrita (versões 1.1 e 2.1). Os resultados revelaram que os 313 alunos obtiveram escore médio de 23,7 pontos (DP = 9,3) no TNF2.1-Escolha. Revelou-se um aumento sistemático na habilidade de escolher palavras escritas para nomear figuras, da 1ª- até (contunua) Resumo (ontinuação)a 8ª série do Ensino Fundamental (i.e., de 12,27 a 18,08 a 21,89 a 27,80 a 29,27 a 29,87 a 32,38 a 35,38 pontos, respectivamente), quase atingindo a pontuação máxima (i.e., 36 pontos). Tais dados permitiram normatizar o TNF2.1-Escolha por série escolar e validá-lo por comparação com os outros dez testes. Comparando a presente segunda versão original (TNF2.1-Escolha) com a primeira versão original (TNF1.1-Escolha), foi estabelecido que elas podem ser usadas de modo intercalado para acompanhar o desenvolvimento da competência de leitura de modo a evitar o efeito de aprendizagem entre avaliações. A análise da distribuição de erros de 167 examinandos no TNF2.1-Escolha contribuiu para corroborar a hipótese de que o léxico quirêmico indexa itens do léxico ortográfico a itens do léxico semântico. Radicadas na sinalização interna, tais paralexias demonstram a mediação pela sinalização interna em tarefas de leitura e escrita que envolvem processamento profundo para acesso ao léxico semântico, como ocorre em todas as provas de competência de leitura e de escrita elaboradas, aplicadas, normatizadas e validadas na presente série de estudos. O estudo demonstrou como tais paralexias quirêmicas são capazes de revelar os processos relativos à sinalização interna em que os surdos sinalizadores se engajam espontaneamente durante tarefas de leitura e escrita envolvendo acesso semântico. Portanto, a presente (continua) Resumo (contunuação)série de estudos fornece evidências acerca da importância da língua de sinais como meio de armazenamento, processamento e recuperação de informação lingüística e resolução de problemas por parte de pessoas surdas sinalizadoras. Em termos das correlações com outros testes, destaca-se que a freqüência de indução de erros por palavras distraidoras ortográficas foi inversamente proporcional à competência de leitura de palavras, tal como medida pelo Teste de Competência de Leitura de Palavras (TCLP1.1), bem como à compreensão de leitura de sentenças, tal como medida pelo Teste de Competência de Leitura de Sentenças (TCLS1.1). Do mesmo modo, a freqüência de indução de erros por palavras distraidoras quirêmicas foi inversamente proporcional ao conhecimento de sinais da Libras, tal como medido pelo Teste de Vocabulário Receptivo de Sinais da Libras (TVRSLI.1). Assim, esse estudo com o TNF2.1-Escolha estabeleceu a validade das palavras distraidoras quirêmicas e ortográficas do TNF2.1-Escolha em, de fato, induzir erros de natureza quirêmica e ortográfica, respectivamente. Além da tabela de normatização e dos dados de validação da versão 2.1 original (i.e., TNF2.1-Escolha), o estudo propõe também a versão 2.2 reordenada (i.e., TNF2.2-Escolha) com os 36 itens reordenados por grau de dificuldade crescente, e a versão 2.3 revisada (i.e., TNF2.3-Escolha) com quatorze aperfeiçoamentos de palavras distraidoras quirêmicas, ortográficas e semânticas para aprimorar a indução de (continua) Resumo (continuação)paralexias quirêmicas, ortográficas e semânticas. Por fim, o estudo também forneceu os modelos teóricos de F. Capovilla (no prelo) que apresentam uma análise da estrutura sublexical morfêmica da Libras e uma discussão aprofundada do processamento de leitura em surdos de acordo com os mais recentes desenvolvimentos na área e uma discussão fundamentada em dados acerca das relações entre competências de leitura e escrita alfabéticas, leitura labial, memórias de trabalho fonológica e quirêmica, fala e sinalização internas, vocabulário receptivo de sinais da Libras e de leitura em Português, e dos diversos tipos de paralexia e paragrafia cometidas por surdos ao lidar com o código alfabético. Estabelecendo a validade e fidedignidade da forma alternativa do teste (TNF2.1-Escolha) este estudo tornou possível empreender avaliações repetidas acerca do envolvimento relativo de processos quirêmicos, ortográficos e semânticos subjacentes ao desenvolvimento da competência de leitura de palavras e da habilidade de nomear figuras por escolha de palavras escritas por parte de escolares surdos, desde o início do Ensino Fundamental até o primeiro ano do Ensino Médio. Em conjunto com a primeira versão do teste (TNF1.1-Escolha) e com todos os demais testes que compõem a bateria de avaliação de desenvolvimento da linguagem escrita e de sinais no surdo, o TNF2.1-Escolha constitui um importante instrumento no arsenal de recursos para pesquisas dedicadas à alfabetização e escolarização competentes do educando surdo brasileiro.




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