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DESENVOLVIMENTO DA ESCRITA EM CRIANÇAS SURDAS

(Daniela Rodrigues Donadon Petrechen )




Daniela Rodrigues Donadon Petrechen (M). DESENVOLVIMENTO DA ESCRITA EM CRIANÇAS SURDAS. 01/04/2001
1v. 213p. Mestrado. UNIVERSIDADE FEDERAL DE SÃO CARLOS - EDUCAÇÃO ESPECIAL (EDUCAÇÃO DO INDIVÍDUO ESPECIAL)
Orientador(es): Maria da Piedade Resende da Costa
Biblioteca Depositaria: Biblioteca Comunitária da UFScar

Email do autor:
ddonadon@hotmail.com



Palavras - chave:
Educação Especial, Deficientes Auditivos


Área(s) do conhecimento:
EDUCAÇÃO ESPECIAL

FONOAUDIOLOGIA


Banca examinadora:
Maria Amelia Almeida

Maria Cristina Bergonzoni Stefanini

Maria da Piedade Resende da Costa


Linha(s) de pesquisa:
CURRÍCULO FUNCIONAL: IMPLEMENTAÇÃO E AVALIAÇÃO DE PROGRAMAS ALTERNATIVOS DE ENSINO ESPECIAL Desenvolve estudos para a identificação, descrição e superação de necessidades educativas especiais, propondo, implementando e avaliando programas educacionais.


Agência(s) financiadora(s) do discente ou autor tese/dissertação:
CAPES - DS


Idioma(s):
Português


Dependência administrativa
Federal


Resumo tese/dissertação:
A linguagem escrita é de grande importância para a adaptação na sociedade em que vivemos. Saber ler e escrever é essencial para uma inclusão social e profissional diferenciada. A integridade anátomo-fisiológica do sistema auditivo é pré-requisito para uma adequada aquisição e desenvolvimento da linguagem oral e escrita. Dessa forma, na literatura são encontrados estudos que caracterizam a escrita de surdos, sempre observando a ocorrência de dificuldades de diferentes tipos, como: uso inadequado de preposições; conjugações verbais e nominais incorretas; omissões ou substituições de constituintes frasais, dentre outras. No entanto, o processo utilizado pelos surdos para o desenvolvimento da escrita não é conhecido. Ferreiro (1985) e Grossi (1987) descrevem diferentes níveis que são seguidos por crianças ouvintes para a apropriação da linguagem escrita. Apoiando-se nestes trabalhos, o presente estudo teve como objetivo principal analisar o desenvolvimento da escrita de crianças com surdez. Participaram deste estudo dois Grupos (A e B) de crianças com surdez neurossensorial, de diferentes graus e etiologias. Os 12 participantes do Grupo A faziam parte de um programa que segue a abordagem auri-oral e, portanto, utilizavam Aparelhos de Amplificação Sonora Individual (AASI), com adaptação biaural e recebiam um acompanhamento sistemático em período oposto ao que estudavam em escolas da rede regular de ensino. Os nove participantes do Grupo B foram alunos de uma escola municipal especial para surdos, que segue a abordagem bilíngüe. A idade dos participantes variou de 3 a 10 anos. Como procedimento, foi aplicada a "Prova das quatro palavras e uma frase" (Grossi, 1987) para verificação da etapa de desenvolvimento da escrita em que se encontrava cada participante de ambos os Grupos e a evolução por estas etapas. A prova foi aplicada a cada 45 dias por cinco vezes em cada Grupo de participantes. As avaliações começaram ser realizadas no mês de março para o Grupo A e abril para o Grupo B e foram concluídas no mês de dezembro para ambos os Grupos. Para o Grupo A, as avaliações foram realizadas no programa em que eram acompanhados e quanto ao Grupo B, na escola especial para surdos em que estudavam. O Grupo B, além das avaliações, passou por um programa de intervenção, utilizado como recurso auxiliar motivacional para este Grupo, que além da sala de aula, não estava recebendo quaisquer outros acompanhamentos. As sessões foram realizadas por meio de intervenções fonoaudiológicas com enfoque no trabalho da escrita. Foram iniciadas no final do 1º bimestre escolar e concluídas no final do ano letivo. Os resultados mostraram que as crianças surdas passam pelas mesmas etapas ou níveis sucessíveis de desenvolvimento da escrita por que passam as crianças ouvintes. Apesar de passarem por etapas semelhantes aos ouvintes, a maioria dos participantes do Grupo B alcançou as escritas socialmente aceitas mais tardiamente que crianças ouvintes. Fatores que mereceram ressalva com relação ao Grupo A foram a importância dos trabalhos de estimulação e do uso de AASIs precocemente e de modo efetivo, visto que os participantes deste Grupo chegaram ao nível alfabético na mesma idade que crianças ouvintes. A intervenção mostrou-se positiva à medida que seis dos nove participantes do Grupo B apresentaram uma importante evolução a partir da 2ª avaliação. A 1ª avaliação serviu como "linha de base" visto ter sido realizada anteriormente ao início do processo de intervenção.



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