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Habilidades metalingüísticas e linguagem escrita nas pesquisas brasileiras

Resumo
A relação entre o desenvolvimento de habilidades metalingüísticas e a aquisição da linguagem escrita é amplamente aceita. Apresenta-se os resultados de uma revisão das pesquisas com falantes do português brasileiro acerca dessa relação, no período de 1987 a 2004 e artigos publicados até 2005. Os resultados mostraram 157 estudos, com aumento de freqüência ao longo do período. Estudos sobre consciência fonológica são amplamente dominantes e pesquisas de intervenção surgiram nos últimos anos. Dissertações e teses foram mais numerosas do que artigos publicados, o que sugere a necessidade de maior disseminação do conhecimento produzido.
Palavras-chave: habilidades metalingüísticas; consciência fonológica;  alfabetização.
METALINGUISTIC ABILITIES AND WRITTEN LANGUAGE IN BRAZILIAN RESEARCH
Abstract
It is widely accepted that there is a strong relationship between metalinguistic abilities development and written language acquisition. A review on research carried out with Brazilian Portuguese speakers from 1987 to 2004 and published articles to 2005 was done. Results showed 157 studies with a growing frequency throughout the period. Studies about phonological awareness were predominant. In the last years intervention research increased. Unpublished dissertations from graduate programs predominated over published articles. This suggests to us the need for greater dissemination of knowledge about written language acquisition and metalinguistic abilities, deriving from research with Brazilian Portuguese speakers.
Keywords:  metalinguistic abilities; phonological awareness; literacy.
 
A existência de uma forte relação entre aprendizagem da linguagem escrita e consciência lingüística é amplamente aceita na literatura psicológica atual. Consciência lingüística deve ser aqui entendida como a habilidade de refletir sobre a linguagem falada (Gombert, 1990; Maluf, 2003). Esta temática reveste-se de importância para a área da Psicologia e da Educação, particularmente no que se refere às práticas de alfabetização.
A aquisição da linguagem escrita é um objetivo básico a ser alcançado na fase inicial de escolarização e dele depende o sucesso da aprendizagem escolar nas fases posteriores. O estudo do processo de aprender a ler e escrever envolve tanto as questões básicas do domínio do código alfabético, como as relacionadas à sintaxe ou gramática e até mesmo as literárias, que fazem parte da estrutura da língua.
Desde muito cedo a criança, imersa num meio social, aprende e utiliza a linguagem oral com certa eficiência. Isso ocorre de maneira espontânea e só mais tarde ela será capaz de manejar as organizações lingüísticas conscientemente, o que se denomina habilidade metalingüística. Isto não quer dizer que a criança, antes desse domínio consciente, não tenha controle sobre a sua linguagem, mas é importante perceber dois momentos distintos no processo de aquisição da linguagem escrita: a ocorrência de epiprocessos, designados também como conhecimentos implícitos e de metaprocessos, designados também como conhecimentos explícitos.
Os epiprocessos se instalam naturalmente durante o desenvolvimento. No nível lingüístico os comportamentos epilingüísticos da criança expressam conhecimentos implícitos sobre a língua, que podem ser detectados, por exemplo, em autocorreções observadas em crianças de dois e três anos (exemplo: quando a criança percebe que uma frase é agramatical, embora seja incapaz de corrigi-la), que muitas vezes são confundidos com conhecimento explícito ou comportamento metalingüístico. O que separa esses dois tipos de comportamento é mais do que uma diferença quantitativa, pois há uma diferença qualitativa nas atividades cognitivas envolvidas (Gombert 2003, p. 20).
As atividades metalingüísticas são efetuadas conscientemente pelo sujeito e exigem habilidades de reflexão e autocontrole, por exemplo, corrigir a sintaxe de uma frase ou texto. A instalação das habilidades metalingüísticas depende de uma intervenção, normalmente de natureza escolar. Ler é uma atividade lingüística formal e sua aprendizagem requer que a criança desenvolva uma consciência explícita das estruturas lingüísticas que deverão ser manipuladas intencionalmente.
Desta forma, a aprendizagem da linguagem escrita difere radicalmente da aquisição da linguagem oral. Esta última é sustentada em grande parte, por pré-programações inatas, biologicamente determinadas, que são ativadas automaticamente ao contato da criança com a linguagem oral. Precocemente a criança aprende a falar e entender o idioma de seu grupo social, sem, contudo, conhecer conscientemente a estrutura formal (fonológica e sintática) da língua, ou as regras que aplica no tratamento dessa estrutura, não lhe sendo possível fazer um trabalho intencional de instalação de novos conhecimentos (Gombert, 1990).
Por outro lado, o simples contato, mesmo que prolongado, com a escrita, não é suficiente para instalar no indivíduo esse segundo nível de abstração. Uma criança nascida num meio social no qual a leitura e a escrita são hábitos rotineiros, desenvolveria algumas aprendizagens implícitas sobre a linguagem escrita, mesmo antes do inicio da alfabetização escolar. Porém, será preciso um esforço para colocar em prática as habilidades de controle intencional dos tratamentos lingüísticos, necessários para a aprendizagem da escrita propriamente dita. Desta forma, a tarefa de aprender a escrever não está restrita à instalação de habilidades específicas ou tratamento de percepções lingüísticas visuais, mas compreende a instalação de habilidades metalingüísticas, que abrangem os aspectos fonológicos, lexicais, morfológicos, sintáticos, semânticos e ortográficos da linguagem escrita.
Nos últimos 30 anos houve enorme avanço nos conhecimentos a respeito das relações entre habilidades metalingüísticas e aprendizagem da linguagem escrita, com estudos feitos em diferentes linguas. Particularmente freqüentes são as pesquisas sobre a habilidade de identificar os componentes fonológicos (unidades lingüísticas sonoras) e de manipulá-los de modo intencional (domínio metafonológico), importante sobretudo no início da aprendizagem da linguagem escrita em línguas alfabéticas (Brasília. Comissão de Educação e Cultura, 2003).  
 
Objetivos e Método:
Este estudo foi realizado com o objetivo de identificar e descrever a produção brasileira sobre habilidades metalingüísticas e aquisição da linguagem escrita. Pretende-se por meio dele fornecer subsídios para o avanço das pesquisas nessa área temática.
O levantamento realizado teve como foco o período de 1987 a 2005. Reuniu dissertações/teses de programas de pós-graduação credenciados e artigos publicados em periódicos com seletiva política editorial. O recorte inferior, 1987, foi escolhido porque é a partir desse ano que as teses e dissertações estão disponibilizadas na fonte utilizada, o portal da CAPES.
Foram consultadas as seguintes bases de dados:
▪ portal da Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior, (www.capes.gov.br – acessado em julho de 2006), no qual constam teses e dissertações aprovadas nos cursos brasileiros de pós-graduação no período de 1987 a 2004;
▪ portal da Biblioteca Virtual de Psicologia (www.bvs-psi.org.br – acessado em julho de 2006) com acesso direto aos sites:
- Banco de Dados LILACS (Literatura Latino-Americana e do Caribe em Ciências da Saúde
- SCIELO (Scientific Electronic Library Online);
- PEPsic - Periódicos Eletrônicos em Psicologia
Para a padronização e organização da busca foram utilizadas as seguintes palavras/expressões-chave:
- Consciência conjuntamente com as especificações: Fonológica, Lexical, Metalingüística, Metatextual, Morfológica, Morfossintática, Ortográfica, Semântica, Sintática;
- Habilidade, com as mesmas especificações acima;
- Fonologia e Alfabetização;
- Metalinguagem e Alfabetização;
- Metalinguagem, Leitura e Escrita.
Foi feita a análise dos resumos de todos os trabalhos encontrados, excluindo-se aqueles que não sugeriam vinculação entre os conceitos metalingüísticos e a aquisição da linguagem escrita.
 
Resultados
O resultado da análise dos resumos dos 157 trabalhos encontrados no período de 1987 a 2005, voltados para as relações entre habilidades metalingüísticas e aprendizagem da linguagem escrita, é apresentado em dois grandes blocos: as dissertações e teses, e os artigos publicados nos periódicos brasileiros analisados.
 
Dissertações e teses
Foram encontradas 113 pesquisas que abordaram as relações entre habilidades metalingüísticas e aquisição da linguagem escrita, sendo 89 dissertações de mestrado e 24 teses de doutorado (Anexo 1).
A Tabela 1 mostra a distribuição desses estudos segundo o Estado Brasileiro em que foram realizados. 
Tabela 1. Freqüência de dissertações/teses por Estado da Federação.

 
 
Como se pode ver, a freqüência maior de pesquisas sobre metalinguagem e alfabetização encontra-se nos estados de São Paulo (n=31), Pernambuco (n=25), Rio Grande do Sul (n=21) e Minas Gerais (n=10). Neles se encontram cursos de pós-graduação que abrigam grupos de pesquisa voltados para esse tema.
Considera-se relevante conhecer a distribuição dessas pesquisas no período de tempo estudado, com o objetivo de verificar como se apresenta o interesse dos pesquisadores brasileiros pelo tema (Figura 1).
 
 


Figura 1.
Distribuição das 113 pesquisas (dissertações e teses) ao longo do período analisado (1987 a 2004).
 
A observação da Figura 1 permite um recorte em três blocos de 6 anos: de 1987 a 1992, em que só foram encontradas 5 pesquisas; de 1993 a 1998, em que houve um grande aumento, para 34 pesquisas. Nos últimos seis anos analisados, 1999 a 2004, foram encontradas 74 pesquisas.
Esses achados permitem afirmar que o interesse por essa área de estudos teve significativo aumento, sobretudo nos últimos anos. Deve-se entender que o enfoque metalingüístico, na explicação dos processos de aprendizagem da linguagem escrita, vem ocupando espaço crescente nas investigações dos estudiosos dessa temática.
Para responder à questão de saber quais habilidades metalingüísticas estão sendo mais estudadas, foram analisados os conceitos mencionados pelos autores das teses e dissertações (Figura 2).
 

Figura 2. Habilidades metacognitivas estudadas nas teses/dissertações de 1987 a 2004 (Respostas múltiplas; a soma é maior que o total de pesquisas).
 
 
Como se pode ver, os estudos sobre consciência fonológica aparecem em maior número (n=80). Em seguida aparecem as pesquisas sobre habilidade ortográfica (n=20) e sintática (n=16). Em 13 casos foi mencionada a habilidade metalingüística sem especificações. Oito trabalhos investigaram a habilidade lexical, quatro a metatextual, cinco a semântica e cinco pesquisas trataram da habilidade morfológica. Dois trabalhos estudaram a metacognição.
Esses achados permitem afirmar que as diferentes habilidades metalingüísticas estão sendo estudadas em suas relações com a alfabetização, mas aquela sobre a qual foram produzidas maiores evidências é sem dúvida a consciência fonológica. 
Dos 113 estudos, 109 são pesquisas de base empírica. Destas, 85 são investigações que utilizaram diferentes metodologias de coleta e análise de dados, e as outras 24 são pesquisas de intervenção, geralmente de natureza experimental. Dos quatro estudos restantes, dois têm caráter exclusivamente teórico e sobre dois estudos não há informação.
Deve-se concluir desta análise, que predominam trabalhos voltados para a produção de evidências empíricas, na busca da compreensão das possíveis relações entre a aprendizagem da linguagem escrita e a metalinguagem.
Considera-se também que é relevante responder à questão relativa ao tipo de sujeitos investigados. Verificou-se que 94 estudos investigaram crianças, quatro foram estudos feitos com adolescentes, quatro foram feitos com adultos, três trataram de crianças e adultos, um foi feito com crianças e adolescentes e um com adolescentes e adultos. Em seis estudos não foi possível identificar a faixa etária estudada. Em 87 pesquisas foram estudados sujeitos típicos, ou seja, não portadores de deficiências ou dificuldades de aprendizagem evidentes; 19 estudaram sujeitos com alguma dificuldade de aprendizagem ou deficiência; seis pesquisas foram feitas com ambos os tipos de sujeitos e uma não tinha informação.
Esses resultados nos permitem afirmar que a grande maioria das pesquisas a respeito das relações entre aprendizagem da linguagem escrita e habilidades metalingüísticas trabalha com crianças com desenvolvimento típico. Ainda são escassos os estudos com portadores de deficiências. Também são escassos os estudos brasileiros realizados com adultos, o que chama a atenção para a necessidade de avançar nesse conhecimento, dado o número significativo de indivíduos aprendendo a ler e escrever na idade adulta.
 
Artigos em periódicos
Foram encontrados 44 artigos no período de 1987 a 2005 (Anexo 2).
A relação dos periódicos em que foram encontrados os artigos analisados encontra-se na Tabela 2.
 
 
 
Tabela 2. Relação de periódicos e número de publicações.

 
Como se pode ver foram localizados artigos em 13 periódicos, sendo que a maior freqüência de textos encontra-se nos periódicos Pró-fono e Psicologia Reflexão e Crítica.
Quanto às datas de publicação dos artigos, seguindo-se a mesma divisão utilizada para analisar as dissertações e teses verifica-se que de 1987 a 1992 foram publicados apenas 3 artigos; de 1993 a 1998 ocorreram 12 publicações; de 1999 a 2004, foram publicados 25 artigos e quatro em 2005.
O aumento da freqüência deve ser visto como progressivo e sugere crescente interesse pelo tema, particularmente nos últimos anos. 
A análise realizada permitiu verificar que 36 artigos relatam pesquisas de base empírica e oito são textos de caráter teórico. Consideramos que esse é um achado promissor, uma vez que sugere preocupação com a geração de evidências que possam levar a avanços na compreensão do processo de ensino da leitura, o que é fundamental para criar condições de aprendizagem em níveis mais adiantados de escolarização. Por outro lado, sugere também que as pesquisas brasileiras voltadas para estudar as especificidades da aprendizagem da leitura e escrita do português brasileiro, encontram-se em franca expansão.
Quanto às habilidades metalingüísticas estudadas nos artigos publicados em periódicos, foram encontrados seis conceitos estudados: consciência fonológica (n=34), sintática (n=9), lexical (n=3), ortográfica (n=3), morfológica (n=2), metatextual (n=1) e uma categoria mais geral designada como metalingüística (n=2). As freqüências expressam respostas múltiplas, uma vez que a mesma pesquisa pode tratar de mais de um conceito.
Pode-se concluir que a consciência fonológica é a habilidade metalingüística mais estudada nos artigos analisados, o que responde ao esperado. Essa predominância acompanha o que se encontra na literatura estrangeira, posto que é sobre o papel da consciência fonológica na aprendizagem da linguagem escrita que foram produzidas maiores evidências empíricas.
No que se refere à faixa etária dos sujeitos das pesquisas empíricas, verificamos que, das 36 pesquisas de base empírica, 32 foram realizadas com crianças, duas com adolescentes, uma com jovens e adultos e uma com adultos. Destas pesquisas, 20 foram realizadas com indivíduos típicos, ou seja, sem dificuldade ou deficiência evidente; seis com ambos, ou seja, sujeitos típicos e sujeitos portadores de deficiência; dez foram realizadas com sujeitos que apresentavam dificuldades de aprendizagem ou algum deficit. Os oito restantes são textos teóricos.
Foi possível identificar dois grandes tipos de pesquisa empírica: as que utilizaram procedimentos de coleta de dados, como aplicação de testes e provas (n=24) e as que tomaram a forma de intervenções experimentais, estas bem menos numerosas (n=12). Os trabalhos de cunho teórico (n=8) consistiram em revisões da literatura ou discussão de conceitos.
Seguindo tendências de cunho internacional, recomenda-se, em face desses resultados, que sejam estimuladas pesquisas de intervenção, que além de seu valor aplicado oferecem a possibilidade de teste de hipóteses causais.
Conclusões e considerações finais
Uma primeira questão respondida é a que diz respeito à freqüência de pesquisas feitas com falantes do português brasileiro, que abordam as relações entre metalinguagem e aquisição da escrita, no período estudado. Houve aumento constante de freqüência, tanto de teses e dissertações quanto de artigos publicados, o que deve ser visto como manifestação do interesse da comunidade acadêmica pela questão.
No entanto, as teses/dissertações apresentam-se sempre como mais numerosas do que os artigos publicados em periódicos, como ilustra a Figura 3
 

 
Figura 3. Número de teses/dissertações e artigos publicados em periódicos científicos, por período de tempo.
 
Essa constatação sugere que uma parte significativa das pesquisas resultantes de dissertações e teses não chegam a ser suficientemente divulgadas, uma vez que permanecem como estudo não-publicado, de difícil acesso, que só pode ser consultado nas bibliotecas das instituições ou cursos onde foram aprovadas. Nos últimos anos algumas universidades estão implementando bibliotecas virtuais, nas quais as teses defendidas podem ser consultadas via internet. Contudo esse recurso ainda está longe de representar uma solução satisfatória para o acesso do público interessado às pesquisas resultantes de mestrados e doutorados. A melhor solução ainda parece ser a publicação das pesquisas em periódicos, preferencialmente naqueles reconhecidos e com rigorosa política editorial.
A divulgação da produção científica é uma condição necessária para a construção de um corpo teórico consistente sobre as relações entre as habilidades metalingüísticas e a aquisição da linguagem escrita nos falantes do português brasileiro e para propiciar a geração de práticas docentes mais competentes e eficazes.
O estudo mostrou que a consciência fonológica é de longe a mais estudada no País, estando presente em 70,8% das teses/dissertações e 77,3% dos artigos. Se por um lado essa ênfase no estudo da consciência fonológica acompanha o que se encontra na literatura internacional, por outro lado, aspectos como a morfologia, que vem sendo muito estudada em outros países, não encontra a mesma atenção entre nós, estando presente em apenas 4,4% das dissertações e teses e 4,5% dos artigos publicados. Essa diversidade de interesses pode estar relacionada às diferenças na estrutura das línguas, ou seja, do português brasileiro, em contraste com o inglês e francês, línguas nas quais as pesquisas são mais freqüentes.
De maneira geral é possível afirmar que os achados das pesquisas feitas em diferentes línguas alfabéticas ainda necessitam ser mais discutidos e comparados, embora todos eles evidenciem a importância da consciência lingüística para a facilitação da aprendizagem da leitura.
A variedade de instrumentos e procedimentos utilizados nas pesquisas vem dificultando resultados conclusivos, sobretudo considerando-se que são ainda escassos os estudos de intervenção, longitudinais e outros que possam permitir a verificação de hipóteses causais sobre as relações entre as habilidades envolvidas.
Como era de se esperar dada a natureza do tema, a grande maioria dos estudos centrou seu foco de atenção e análise nas crianças.
Com efeito, é nos primeiros anos de vida que se instalam os processos lingüísticos de conhecimento implícito a partir dos quais as crianças chegarão à análise consciente da linguagem, indispensável para a aprendizagem da leitura e escrita. O estudo e compreensão desses processos deve propiciar a criação de práticas de educação e ensino mais bem sucedidas e favorecedoras da aprendizagem da linguagem escrita na escolarização inicial. Por outro lado, em sociedades como a brasileira, em que ainda são enfrentados gravíssimos índices de analfabetismo entre jovens e adultos, impõe-se a realização de mais estudos a respeito do conhecimento lingüístico implícito e explícito nessa população.
As pesquisas foram feitas, sobretudo, com sujeitos típicos, ou seja, considerados normais ou sem evidência de dificuldades. Esse achado parece estar vinculado ao fato da literatura na área encontrar-se ainda predominantemente voltada para a construção e teste de hipóteses teóricas sobre os diferentes aspectos da consciência metalingüística e seu papel na aprendizagem da linguagem escrita. No entanto, estudos de intervenção e longitudinais estão surgindo, sobretudo nos últimos anos. Muitos desses estudos estão voltados para aprendizes portadores de dificuldades na aquisição da leitura. Os resultados obtidos vêm sugerem que programas voltados para o desenvolvimento das habilidades metalingüísticas, antes ou durante a aprendizagem da linguagem escrita, trazem vantagens e ganhos para os aprendizes, particularmente para aqueles que são portadores de dificuldades. 
Antes de finalizar este levantamento, parece oportuna uma palavra acerca de livros publicados sobre a temática. Uma verificação atenta embora não exaustiva sobre os livros publicados no período analisado, mostra que eles têm surgido em número crescente a partir da década de 90. Alguns expressam trabalhos em colaboração com colegas de língua inglesa e francesa (Terezinha Nunes, Lair Buarque & Peter Bryant (Org.) 1992; Claudia Cardoso-Martins (Org.) 1996; Maria Regina Maluf (Org.) 2003). Outros tratam de questões básicas da aquisição da linguagem escrita, destacando as habilidades metalingüísticas (Guimarães, 2005), destacando a ortografia (Morais, 1998, 1999; Zorzi, 1998), tratando das dificuldades no processo de aprendizagem (Pinheiro, 1994), dos problemas de leitura e escrita numa abordagem fônica (Capovilla & Capovilla, 2000; Capovilla, 2003). São preponderantes, nesses livros, os textos resultantes de pesquisas realizadas com falantes do português brasileiro, o que evidencia avanços na construção de conhecimento baseado em investigação, em substituição à simples reprodução de idéias provenientes da especulação ou da apropriação de conteúdos que nem sempre respondem às necessidades locais. 
Concluindo pode-se dizer que a construção de conhecimentos sobre a relação entre a aquisição da linguagem escrita e habilidades metalingüísticas é uma área de estudos em expansão no País, apoiada em pesquisas que levam em consideração as especificidades do português brasileiro.
 
Referências
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Guimarães, S. R. K. (2005). Aprendizagem da leitura e da escrita. O papel das habilidades metalingüísticas. São Paulo: Vetor.
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Morais, A. (Org.). (1999). O aprendizado da ortografia. Belo Horizonte: Autêntica.
Nunes, T., Buarque, L. & Bryant, P. (1992). Dificuldades na aprendizagem da leitura: Teoria e prática. São Paulo: Cortez.
Pinheiro, A. M. V. (1994). Leitura e escrita: Uma abordagem cognitiva. Campinas: Editorial Psy.
Zorzi, J. L. (1998). Aprender a escrever: A apropriação do sistema ortográfico. Porto Alegre: Artes Médicas.
 
ANEXO 1
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Anexo 2
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Capovilla, A. G. S. & Capovilla, F. C. & Silveira, F. B. (1998) O desenvolvimento da consciência fonológica, correlações com leitura e escrita e tabelas de normatização. Ciência Cognitiva: Teoria, Pesquisa e Aplicação, 3(2), 113-160.
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Pinheiro, A. M. V. & Rothe-Neves, R. (2001) Avaliação cognitiva de leitura e escrita: as tarefas de leitura em voz alta e ditado. Psicologia: Reflexão e Critica, 14(2), 399-408.
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Rego, L. L. B. & Buarque, L.  L. (1997) Consciência sintática, consciência fonológica e aquisiçäo de regras ortográficas. Psicologia: Reflexão e Crítica, 10(2), 199-217.
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Rego, L. L. B. (1995) Diferenças individuais na aprendizagem inicial da leitura: papel desempenhado por fatores. Psicologia: Reflexão e Critica, 11(1), 51-60.
Roazzi, A. & Dowker, A. (1989) Consciência fonológica, rima e aprendizagem da leitura. Psicologia Teoria e Pesquisa, 5(1), 31-55.
Salgado, C. & Capellini, S. A. (2004). Desempenho em leitura e escrita de escolares com transtorno fonológico. Psicologia Escolar e Educacional, 8(2), 179-188.
Salles, J. F. & Parente, M. A. (2002) Relação entre os processos cognitivos envolvidos na leitura de palavras e as habilidades de consciência fonológica em escolares. Pró-fono, 14(2): 175-186.
Salles, J. F., Mota, H. B., Cechella, C. & Parente, M. A.(1999) Desenvolvimento da consciência fonológica de crianças de primeiras e segundas séries.Pró-fono, 11(2):68-76.
Spinillo, A. G. & Simões, P. U. (2003). O desenvolvimento da consciência metatextual em crianças: questões conceituais, metodológicas e resultados de pesquisas. Psicologia: Reflexão e Crítica, 16(3), 537-546.
 
 

TÍTULOS DAS FIGURAS
 
 
Figura 1. Distribuição das 113 pesquisas (dissertações e teses) ao longo do período analisado (1987 a 2004).
Figura 2. Habilidades metacognitivas estudadas nas teses/dissertações de 1987 a 2004 (Respostas múltiplas; a soma é maior que o total de pesquisas).
Figura 3. Número de teses/dissertações e artigos publicados em periódicos científicos, por período de tempo.

TÍTULOS DAS TABELAS
 
Tabela 1. Freqüência de dissertações/teses por Estado da Federação.
Tabela 2. Relação de periódicos e número de publicações.



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