Compartilhe







Publicidade

Liderança Democrática

            Muitos textos tentam definir o que é um líder? Eu particularmente já li diversas definições e interpretações diferentes. Existem os líderes carismáticos, os líderes religiosos, líderes servis, líderes visionários, entre outros tipos que se entrelaçam em suas definições.

            Eu diria em que a era da informação nos fez chegar a um estágio que escolhemos nossos modelos de liderança de acordo com nossas expectativas e motivações momentâneas. Do mesmo modo que consumimos no estilo “Fast Food”, nossos padrões e modelos a serem seguidos, mudam conforme o vento.

            Mas até que ponto isto seria um fator negativo?

            Vamos supor que sua equipe de vendas esteja muito abaixo da média, o departamento esta com um déficit perigoso e a empresa está sofrendo com um ataque pesado da concorrência. Nesta situação muitos podem se sentir perdidos e com o moral baixo. Será que não é a hora de entrar em cena um líder do tipo Bernardinho, ou um líder Pitbull e colocar todo mundo pra se mexer? É a hora do tudo ou nada, um fracasso pode significar cortes de pessoal... Neste momento, todo mundo precisa dar 110%.

            Por outro lado, se você faz parte de uma ONG, que faz um trabalho social no seu bairro, ao levantar às 7h da manhã de um domingo para promover um bazar de arrecadação de agasalhos de inverno, a última coisa que você vai querer na sua frente, é o Bernardinho gritando na sua orelha: “Vamos lá! Arrecada mais um casaco de lã! Força vai, deixa de moleza!!!” Neste caso, um líder carismático, que vai saber dizer a palavra certa e inspirar seus sentimentos mais altruísta irá conseguir muito mais da equipe do que qualquer Pitbull. Um líder carismático irá sensibilizar seu grupo, além de saber que eles estão correndo uma maratona e não os cem metros rasos. Todos irão precisar de muita força de vontade no sábado chuvoso seguinte para preparar o sopão dos pobres.

            Outras vezes, sua empresa está em uma situação cômoda, e as pessoas vão tocando o dia-a-dia sem muita preocupação, mas o líder sabe que se a empresa cochilar, a concorrência pode atropelá-la. O que ele faz então? Não existe nenhum incêndio para apagar, então o líder provavelmente vai conseguir mais resultado, com uma atitude mais servil. Ele precisa ouvir seus subordinados e descobrir o que cada um precisa para alavancar seu potencial. O líder poderá conseguir bons  resultados de sua equipe sendo um facilitador dos processos, colocando as ferramentas necessárias no momento certo para cada membro da equipe, ouvindo, dando feedback e orientando no caminho mais adequado para acelerar a produtividade e qualidade do trabalho da equipe.

            O líder servil, não irá tentar “espantar uma mosca do seu nariz com um martelo”. Ele terá mais tranqüilidade para pesquisar e escolher a ferramenta certa, pois como diria a professora Vera lá da FGV: “Se você só conhece um martelo, tudo vai parecer um prego para você.”

            Mas o ponto interessante desta discussão, é que existem momentos para cada tipo de líder, e toda equipe vai passar por uma fase que precisa de um Bernardinho, ou um líder servil, e em outras quem sabe, irá precisar de um líder carismático. No entanto será que um único líder consegue ser tudo isso? Será que alguém sozinho conseguiria saber que papel assumir em cada situação?

            Provavelmente existem alguns super-executivos-heróis por aí que tenham aprendido a desenvolver esta capacidade e estão levando suas equipes a expandir seus horizontes, mas existe também um modo mais fácil.

            Que tal se aprendêssemos a compartilhar mais a liderança?

             Não estou dizendo para fazermos um rodízio de chefes, não é isso. Mas dentro de uma equipe, existem diversas pessoas diferentes, com estilos diferentes. Quem sabe não seria uma boa se aprendêssemos a compartilhar mais a liderança com o membro da equipe que apresentasse melhores chances de guiar a equipe naquele determinado momento?

            Por que não deixar aquele membro com mais habilidades matemáticas apresentar aqueles gráficos complexos na reunião da diretoria?

            Por que não deixar a pessoa mais dinâmica e elétrica montar uma estratégia de vendas diferentes, ou sugerir campanhas motivacionais naquela hora crítica que sua equipe de vendas precisa um super esforço para alcançar e superar a meta?

            Se você precisa organizar e planejar um novo projeto, não é hora de ceder espaço para aquele funcionário super analítico do outro lado da sala esperando uma oportunidade?

            Claro, no fim das contas, haverá sempre apenas um diretor, gerente, coordenador ou supervisor que será o responsável final pelos resultados da equipe, mas não seria muito mais fácil para ele criar um ambiente de Liderança Democrática?

            Compartilhando as responsabilidades com o grupo, teríamos sempre as pessoas com as habilidades necessárias na hora certa, além de ser um modo bem interessante de conseguir o comprometimento de uma maior parte da equipe.

Liderança Compartilhada. Ou Liderança Democrática. Será que funciona?



http://www.submarino.com.br/produto/1/1965932/?franq=134375

Veja mais artigos sobre Carreira:



{* Google Analytcs *}